
Você costuma terminar o seu dia exausta, mas quando para para pensar, não foi exatamente o “fazer” que te cansou, foi o sentir, foi o segurar, foi o que ninguém viu você fazer que te esgotou…
Foi sustentar o que ninguém percebeu, foi dar conta mais uma vez de tudo e de todos, enquanto você mesma ficou para trás, para depois.
E então surge a pergunta que quase ninguém faz com honestidade: Você está realmente cansada ou emocionalmente sobrecarregada?
Bom, vamos começar enfatizando o cansaço físico. Quando o cansaço é físico ele passa com um descanso, nada como uma boa noite de sono, uma pausa, um tempo para o corpo se recuperar, não é verdade?
Mas a sobrecarga emocional não. Ela continua ali, mesmo depois do descanso, mesmo no fim de semana, mesmo quando, teoricamente, “está tudo bem”. Porque o problema não está na quantidade de tarefas, está no peso emocional que você carrega ao executá-las, nos sinais que você pode estar ignorando todos os dias.
A sobrecarga emocional não chega de forma escancarada, ela se instala aos poucos, de maneira silenciosa. Veja alguns sintomas:
1. Você se sente irritada sem entender o motivo;
2. Pequenas situações começam a te afetar demais;
3. Sua mente não desacelera, mesmo quando você para;
4. Você sente culpa por descansar;
5. Tem dificuldade de dizer “não”;
6. Absorve problemas que não são seus; e
7. Se sente sozinha, mesmo rodeada de pessoas.
E, talvez um dos sintomas mais importante:
Você continua funcionando mas não está bem! Continua carregando o peso de ser “forte” o tempo todo.
Muitas mulheres aprenderam que precisam ser fortes, fortes no trabalho, fortes na família, fortes emocionalmente, mas ninguém ensinou o que fazer com tudo aquilo que se sente. Então você engole,
silencia, segue.
Só que emoções não resolvidas não desaparecem, elas se acumulam e começam a cobrar um preço, no corpo, na mente, nas relações, nas decisões. Sinto muito em te dizer, mas você não está cansada, você está sobrecarregada por dentro. Porque existe uma diferença importante aqui: Cansaço pede descanso, já sobrecarga emocional pede consciência, limites e reorganização interna, não adianta apenas parar, é preciso olhar para dentro.
Você precisa entender:
O que você está sentindo, o que você está carregando que não é seu, onde você está se ultrapassando e por que continua permitindo isso? Após essa análise você iniciará a sua transformação…
O início da mudança começa em você, no hoje, no agora.
Autocuidado emocional não é luxo.
Não é sobre “se mimar”.
Não é sobre fugir da realidade.
É sobre assumir responsabilidade pelo seu estado emocional. É sobre parar de se abandonar para dar conta de tudo. É sobre se colocar no centro da sua própria vida. E isso começa com um passo simples e, ao mesmo tempo, profundo: Reconhecendo que você não está bem.
Sem culpa.
Sem julgamento.
Com verdade.
Deixo uma reflexão para você: Hoje, eu não quero que você faça mais do que é seu, do que te diz respeito!
Quero que você se pergunte: O que, dentro de mim, está pesado demais e eu continuo fingindo que consigo carregar?
Se esse texto fez sentido para você, talvez seja hora de olhar para si com mais profundidade, direção e consciência.
Esse é exatamente o caminho que eu compartilho no meu livro e nas minhas mentorias: um processo de retorno para si mesma, com estrutura emocional, clareza e propósito.
Você não precisa continuar assim.
Ei, eu te vejo! Você tem um lugar de pertencimento.
Sua mentora.
Como sempre ao ler qualquer postagem sua, é como você estivesse descrevendo tudo que estou sentindo.
Estou lendo seu livro está me ajudando muito.
Att. Ana Cristina
Fico feliz em poder descrever suas emoções, isso quer dizer que estou no caminho certo. Sinto-me honrada em poder ajudar!
Um abraço afetuoso!